Notí­cias

Projeto “(A)Gente do Bairro” (Palmela)

agentedobairro

Um Projeto Inovador que retoma a participação cidadã como um dos pilares daquela que foi a primeira localidade do país a implementar o Orçamento Participativo. Bem-haja a toda a equipa que tem vindo a desenvovler novos percursos de revitalização dos processos participativos no Concelho!

“(A)Gente do Bairro” é um projeto:

– De encontro e partilha que garante e afirma uma implicação comunitária na resposta partilhada em intervenções locais;

– De pessoas, ideias e recursos numa relação de proximidade, de ação e criatividade de e para o local;

– Para a requalificação do nosso território (Pintar um muro, recuperar um parque, um canteiro, limpar um espaço, realizar uma campanha de sensibilização, propor novas utilizações para um espaço…);

– Concebido e implementado por redes de parceria que envolvam cidadãos, Câmara Municipal de Palmela, Juntas de Freguesia do concelho, associações, instituições, O.N.G’s e empresas. 

Mais informações no site do Projeto, AQUI 

“50 Anos de Estatísticas da Educação (ensino não-superior)”

Fonte: Ministério da Educação

A publicação “50 Anos de Estatísticas da Educação” apresenta um conjunto de indicadores estatísticos demonstrativos da evolução do sistema educativo: taxa real de escolarização, número de alunos matriculados, número de professores, de educadores de infância e de estabelecimentos de ensino.

As séries estatísticas relativas aos últimos 50 anos, cuja compilação foi da responsabilidade do Gabinete de Estatísticas e Planeamento da Educação (GEPE), do Ministério da Educação, constituem um importante instrumento para o estudo da evolução da procura e da oferta do sistema de educação em Portugal em décadas muito significativas para a história do país.

Alguns resultados:

  • A generalização do acesso à escola foi, seguramente, o factor mais relevante no período em análise, conforme decorre do conjunto da informação estatística agora disponibilizado: entre o ano lectivo de 1960/1961 e o ano lectivo de 2007/2008, a procura do sistema educativo registou um aumento global superior a 700 000 alunos.
  • O número de matrículas nos vários níveis de ensino apresentou evoluções diferenciadas e não homogéneas ao longo do tempo, com especial destaque para o ensino básico que, em 2006/2007, conseguiu inverter a tendência de decréscimo que se vinha a verificar desde 1982/1983.

Gráfico - Alunos matriculados, segundo o nível de educação/ensino, por ano lectivo (n.º) (Volume II, quadro A.0.1.0.0)

Alunos matriculados, segundo o nível de educação/ensino, por ano lectivo (n.º) (Volume II, quadro A.0.1.0.0)

Há cada vez menos alunos a desistir da escola e as taxas de retenção apresentam uma curva descendente na última década. A taxa de retenção e desistência no ensino básico baixou de 13,8%, em 1995/1996 para 7,9% em 2007/2008.

Gráfico - Taxa de retenção e desistência, por ano lectivo (%) (Volume I, quadro 8.1.0.0)

Taxa de retenção e desistência, por ano lectivo (%) (Volume I, quadro 8.1.0.0)

De realçar ainda o sucesso na igualdade de género no acesso à escola. As alunas representavam 52,7% do total de alunos do ensino secundário, quando em 1960/1961 representavam apenas 37,2%.

Gráfico - Taxa de feminidade no ensino secundário, por ano lectivo (%º) (Volume I, quadro 5.1.0)

Taxa de feminidade no ensino secundário, por ano lectivo (%º) (Volume I, quadro 5.1.0)

A publicação “50 Anos de Estatísticas da Educação” é apresentada em três volumes e inclui uma apresentação genérica sobre a evolução da produção estatística sobre Educação, em Portugal, e sobre a organização do sistema de ensino.

Os dados são apresentados em tabelas com taxas e indicadores e a publicação em papel é acompanhada de um CD com ficheiros Excel, de modo a uma mais fácil utilização da informação estatística por parte dos interessados.

A publicação “50 Anos de Estatísticas da Educação” pode ser obtida também em formato PDF nas páginas electrónicas das duas entidades responsáveis pela sua elaboração: INE GEPE .

Para mais informações, consultar:

  • 50 Anos de Estatísticas da Educação:
    Volume I [PDF] Volume II [PDF] Volume III [PDF]

O futuro do sistema educativo português na ressaca do conflito com os professores. (Fonte: Público)

A tranquilidade vai voltar às escolas? As perdas de qualidade do ensino, por via do prolongado conflito agora encerrado, são irreparáveis? Ou, pelo contrário, existem agora mais e melhores condições para inverter o caminho? Seis respostas sobre o que espera a educação em Portugal.

O que vão fazer os novos directores de escola?

A paz alcançada é um importante passo, sem dúvida. Era irrecusável. Não sei se terá sido tão importante a guerra que a justificou. Sobretudo quando lemos o longo e penoso caminho percorrido à luz dos seus resultados. Para já, Governo e sindicatos de professores alimentaram uma guerra que introduziu muita intranquilidade nas escolas, com claras perdas para a qualidade do ensino e das aprendizagens e com evidentes e enormes prejuízos para a imagem social da escola “pública” e da profissão docente.

Para o futuro, podemos e devemos perguntar: o que vão fazer os novos directores das escolas (no meio desta guerra as escolas passaram a contar com directores, escolhidos por um conselho de escola) com este instrumento de gestão? Sim, estamos diante de um mero instrumento de gestão cuja importância ou insignificância vai depender das políticas de direcção e gestão das escolas. Vai servir o quê, quem, para quê? Os directores e as escolas ganharam mais um instrumento de gestão escolar, para que melhorias na qualidade da educação? Não sabemos. E é aí que a nossa atenção deverá estar focada. As escolas e os seus directores continuam prisioneiros da administração central e desconcentrada.

Joaquim Azevedo (Professor da Universidade Católica e membro do Conselho Nacional de Educação)

Maior eficácia na organização das escolas

Existem agora condições para termos mais esperança no futuro da nossa educação. Temos hoje bons professores, um parque escolar em muitos casos invejável, óptimos equipamentos, uma escola na qual uma parte dos seus alunos obtém excelentes resultados escolares. No entanto, as nossas instituições ainda não funcionam de modo a que todos os alunos aprendam. O futuro exige uma maior eficácia na organização das escolas, no trabalho dos alunos e nas aprendizagens.

Se olharmos para o que se passa no mundo em matéria de resultados das aprendizagens e de educação para todos, vemos que há países que realizaram progressos notáveis. Acredito que também somos capazes de o fazer.

Porque a acção dos professores é decisiva, este acordo pode libertar energias para que os esforços de todos se concentrem na construção de uma melhor educação.

É importante que o debate educativo traga agora um contributo das soluções encontradas nas nossas escolas e no mundo para melhorar as aprendizagens.

Ana Maria Bettencourt (Presidente do Conselho Nacional de Educação)

Um acordo aceitável, a necessitar de acertos

Após um “ciclo avaliativo” muito controverso, recheado de atropelos, injustiças, oportunismos e conflitos insanáveis, a “abertura” demonstrada pela nova equipa ministerial no início das negociações fez alimentar expectativas que, verifico agora, se transformaram em frustrações, nomeadamente no que se refere ao modelo de avaliação.

Relativamente ao Estatuto da Carreira Docente, o acordo de princípios agora assinado teve o mérito de responder à luta dos professores ao terminar com a perversa divisão da carreira entre titulares e professores. É um acordo aceitável, a necessitar de acertos, penso que ainda possíveis em sede de negociação.

Relativamente à avaliação, mantém-se basicamente o mesmo modelo, substituindo professores titulares por relatores, que seguramente vão criar os mesmos constrangimentos e perturbação na relação entre os pares. A duração do ciclo avaliativo é igualmente um factor de perturbação para as escolas. Os vectores fundamentais pelos quais lutei nos anos transactos não se alteraram, o que me leva a pensar que nem sempre o consenso traduz bom senso!

Maria do Rosário Gama (Directora da Escola Secundária Infanta D. Maria)

Há condições para tornar as escolhas mais eficazes

Penso que este acordo é um passo muito importante para restabelecer a serenidade e a tranquilidade nas escolas e no seio dos professores. Parece-me, no entanto, que, mais do que aquilo que possa representar para os professores e para as suas carreiras, é um sinal no sentido de que há condições para fazer funcionar as escolas de uma forma mais eficaz, isto é, tendo em conta os reais objectivos da escola, que são ensinar melhor, fazer com que os alunos aprendam mais e tenham maior capacidade para enfrentar a vida que os espera. Os pais querem para os seus filhos uma escola mais exigente, porque sabem que nos dias de hoje não basta passar de ano e ter boas notas. É preciso saber, é preciso saber muito, é preciso saber pensar, é necessário ser responsável, ter iniciativa e, sobretudo, capacidade para lidar com a mudança.

Espero que a partir deste início de ano ministério e sindicatos aprendam com os erros cometidos no passado, porque a situação de bloqueio a que se chegou se deveu a ambas as partes. Esperamos agora por políticas públicas que aumentem a autonomia das escolas, porque muitos dos problemas com que a educação se debate se podem resolver dentro da própria escola, sem ter que recorrer à administração central.

O país deve muito a muito dos seus professores e só com professores motivados, competentes e que sejam capazes de assumir um papel de referência perante os seus alunos se encontrarão os caminhos para uma escola que responda às necessidades do país.

Eduardo Marçal Grilo (Administrador da Fundação Gulbenkian e ex-ministro da Educação)

Fonte: Público


A geração que está agora com 16-25 anos estará perdida? (Fonte: Jornal Público)

Geração perdida. A expressão, amarga, integral, acaba de ser usada no Reino Unido para encaixar quem tem agora entre 16 e 25 anos. Em Portugal há indicadores.

Com a recessão, por ser tão difícil encontrar emprego e segurá-lo, uma geração inteira está desesperançada. Se o país não responder, toda ela se perderá, avisam os autores desse estudo encomendado pela organização não governamental Prince”s Trust. Em Portugal, não há qualquer estudo equivalente a este financiado pelo príncipe Carlos – que auscultou 2088 britânicos. Mas há indicadores. A Eurostat acaba de actualizar o fulcral: em Novembro, o desemprego nos jovens até aos 25 anos estava nos 18,8 por cento, abaixo da média da União Europeia (21,4 por cento). Nos extremos, a Holanda (7,5) e a Espanha (43,8).

O fenómeno é bem conhecido, julga Virgínia Ferreira, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (UC): “Ao lado, em Espanha, chamam-lhes os mileuristas. Aqui, ficamos pela metade, pelos 500 euros.” Falar em geração perdida, contudo, parece-lhe um exagero: “Isso é um rótulo, uma máxima usada para simplificar uma ideia complexa”.

Há cada vez menos jovens. Em 1999, segundo o Instituto Nacional de Estatística, eram 3,1 milhões – 48 por cento tinham entre 15 e 24 anos (1,5 milhões). Em 2008, eram menos 327 mil. E o grosso da contracção (295 mil) verificou-se naquela faixa etária. É a geração mais escolarizada de sempre. No ano lectivo 2007-2008, estavam inscritos no ensino superior 377 mil alunos – mais 20 por cento do que em 1995-1996. No final, as universidades mandaram para o mercado mais de 83 mil diplomados – mais 16 por cento do que no ano anterior. Apesar disto, “as gerações anteriores entraram mais facilmente no mercado de trabalho”, avalia Carlos Gonçalves, que tem estudado a empregabilidade dos universitários. Agora demora mais. E quem fura, amiúde, fá-lo através de contratos a termo certo ou de recibos verdes. O exemplo típico é o do licenciado no call center.

Havia, aponta Elísio Estanque, da Faculdade de Economia da UC, “uma empregabilidade relacionada com a aprendizagem”. Os alunos tentavam se-guir o gosto, a vocação. O ensino “democratizou-se, mercantilizou-se”. A garantia esfumou-se. A crise agudizou o fosso. Agora, “a grande preocupação é se o curso tem ou não saída. Per-versamente, têm mais dificuldades em obter melhores resultados”.

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Learning Mathematics for Life: A Perspective from PISA

People from many countries have expressed interest in the tests students take for the Programme for International Student Assessment (PISA).

Learning Mathematics for Life examines the link between the PISA test requirements and student performance. It focuses specifically on the proportions of students who answer questions correctly across a range of difficulty. The questions are classified by content, competencies, context and format, and the connections between these and student performance are then analysed.

This analysis has been carried out in an effort to link PISA results to curricular programmes and structures in participating countries and economies. Results from the student assessment reflect differences in country performance in terms of the test questions. These findings are important for curriculum planners, policy makers and in particular teachers – especially mathematics teachers of intermediate and lower secondary school classes.

Reference: OCDE

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