Com Paulo Freire, (des)construímos caminhos, em alinhamentos epistemologicamente desafiantes com os pressupostos da autonomia do educador na sua relação dialógica com aquele que se subentende como educando, activo e predisposto a (re)desenhar as suas práticas emancipatórias.
Esta Pedagogia do Sorrir que propomos desenvolver pretende analisar o impacto do Sorriso (do saber sorrir) na prática pedagógica do educador; daquele que se auxilia dos afectos para, cientificamente, concertar dinâmicas, estratégias e lideranças que corroborem a existência de uma escola positiva. Parte-se do pressuposto que a Pedagogia transcende a retórica e a demagogia do “saber fazer facilitado”, substituindo-o por um “saber fazer contextualizado e empático” que encontra no “saber sorrir” o motor essencial para a (des)construção de canais saudáveis de comunicação -fase essencial no processo de ensino-aprendizagem assertivo.
O Sorrir da Pedagogia circunscreve-se ao feedback da relação; ao cristalizar visionário do educador e do educando no processo de (des)construção das aprendizagens. Enquanto a Pedagogia do Sorrir se circunscreve ao Processo, o Sorrir da Pedagogia é o resultado; é o sucesso da caminhada.
Aceitar o desafio da Relação talvez seja um dos grandes problemas da Escola de hoje. Assumir o Outro, pessoa ou organização, como uma realidade sistémica, subjectiva e complexa é um caminho que se (des)constrói, hoje, por curvas e nevoeiros de incertezas, por vezes de devaneios e teorias utópicas quase sempre descontextualizadas. Exige-se um back to basics; um regresso ao espaço onde realmente as aprendizagens se fecundam: a sala de aula.
Nuno Silva Fraga