educação para a cidadania

O Projecto “Eu Participo”. Uma Estratégia da Política Local para a Educaçao na Cidadania. (Fraga, 2013)

20131114-225701.jpgO artigo visa descrever os principais pressupostos pedagógicos subjacentes à realização de um projecto piloto sobre a temática da participação e as suas consequências na formação de crianças socialmente mais responsáveis. Enquadrando este projecto no espírito de dois movimentos inspiradores deste tipo de processos de promoção e articulação de processos de participação dos cidadãos – “Cidades Educadoras” e “Cidades Amigas das Crianças” -, a equipa definiu como ponto de partida a exploração e a reflexão com as crianças do documento “Convenção dos Direitos da Criança”, apostando posteriormente nos direitos referentes à sua participação.
O projecto, realizou-se na Escola de 1º Ciclo do Ensino Básico de Batudes, freguesia de Palmela (2011/2012), tendo como principais objectivos os seguintes: promover espaços onde as crianças pudessem vivenciar valores intrínsecos à democracia participativa e, com a sua criatividade, (des)construir as relações sociais e de intervenção na comunidade; aproximar as crianças aos mecanismos de participação existentes e ao poder local.
Concluiu-se, em termos gerais, que os objectivos pretendidos foram alcançados. Todavia, importa realçar o facto de o projecto piloto ter permitido a reflexão crítica dos professores em torno da sua prática pedagógica e com ela a potencialidade do envolvimento e da implicação das crianças nos processos de gestão escolar. Ficou visível que a possibilidade de trabalhar o currículo do ponto de vista da implicação dos alunos, num processo de ensino-aprendizagem, dialogicamente (des)construído, é uma realidade necessária à motivação das crianças para o universo da escola.

Palavras-chave: Educação para a cidadania, Cidades educadoras, Escolas de cidadãos.

Referência:
Fraga, N.S., & Correia, C. (2013). O Projecto “Eu Participo”. Uma Estratégia da Política Local para a Educaçao na Cidadania . Revista Internacional de Educación para la Justicia Social (RIEJS), 2(1), 93-118. http://www.rinace.net/riejs/numeros/vol2-num1/art5.pdf

Cidadania – Uma Visão para Portugal

Sinopse

É frequente ouvir os nossos concidadãos afirmarem que têm grande orgulho em serem portugueses. Como é que esta afirmação se coaduna com o habitual pessimismo patente na avaliação das nossas capacidades e potencialidades?

Ser cidadão em Portugal no início do século XXI é um tema que merece reflexão e que é muito mais vasto do que o conjunto dos direitos e deveres políticos inerentes ao regime e sociedade democráticos em que hoje vivemos, não podendo ser simbolicamente reduzido a uma série de cartões de identificação.

Assim, em Cidadania: Uma Visão para Portugal desafiámos várias personalidades que têm tido um papel relevante na formação da cidadania portuguesa, ao longo das últimas décadas, a escreverem sobre este tema.

Mário Soares, Diogo Freitas do Amaral, António Correia de Campos, Augusto Santos Silva, Eduardo Marçal Grilo, Francisco Louçã, Joaquim Gomes Canotilho, Jorge Miranda, José Manuel Fernandes, Miguel Cadilhe, Miguel Veiga, Paulo Teixeira Pinto e Teresa Ambrósio, aceitaram o repto. Estamos certos de que a leitura destes textos contribuirá para uma visão ampla e prospectiva do conceito de cidadania.

Fonte: Wook

La niña y el cigarrillo (Miguel Santos Guerra)

(…) El pedagogo francés Philippe Meirieu acaba de publicar un hermoso libro que se titula “Una llamada de atención. Carta a los mayores sobre los niños de hoy”. Y habla de esta cuestión en el capítulo 3 que tiene este significativo título: “Los derechos del niño: ¿impostura o exigencia?”. Meirieu adopta, como se ve, una postura interrogativa sobre esta espinosa cuestión. Dice que “la necesaria división entre el adulto –ciudadano de derecho- y el niño –ciudadano en formación- no anula, antes bien cimenta la necesidad de formar al ciudadano, lo que vale para todos los niños y desde la más tierna infancia. Porque existe una frontera que hay que aprender a cruzar”.

Lo que plantea este lúcido profesor de la Universidad Lumière-Lyon 2 es que mientras el niño está en etapa de formación no es ciudadano de pleno derecho. “Antes de acceder a la mayoría de edad civil, no es un sujeto de derecho en el sentido estricto del término”. Por eso, dice que “escucharlo es reconocer su derecho a expresarse al tiempo que nos reservamos el derecho a decidir”.

Nos encontramos ante una cuestión delicada. Me sumo a la postura de Tonucci, aunque comparto algunos interrogantes de Meirieu. La educación tiene, pues, un determinante papel en la formación del ciudadano. Eso quiere decir que los niños y las niñas no sólo tienen derechos. Tienen también obligaciones y, en la medida de su responsabilidad, debe exigírseles que las cumplan. Eso es la educación.

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Eco Inteligência de Daniel Goleman (2009)

Sinopse
Compramos champôs contendo químicos industriais que podem ameaçar a nossa saúde ou contaminar o meio ambiente. Mergulhamos para ver os recifes de corais, não tendo consciência de que um ingrediente do nosso protector solar alimenta um vírus que mata o recife. Usamos T-shirts de algodão biológico, mas não sabemos que os seus corantes podem fazer os operários correr o risco de contrair leucemia. Daniel Goleman revela o motivo pelo qual tantos dos produtos rotulados de «ecológicos» são uma miragem.
Fonte: WOOK

Conocer, manejar, valorar, participar: los fines de una educación para la ciudadanía. (Mariano Martín Gordillo)

Un principio del arte de la educación, que en particular debían tener presente los hombres que hacen sus planes, es que no se debe educar a los niños conforme al presente, sino conforme a un estado mejor, posible en lo futuro, de la especie humana; es decir, conforme a la idea de humanidad y de su completo destino. Este principio es de la mayor importancia. Los padres, en general, no educan a sus hijos más que en vista del mundo presente, aunque esté muy corrompido. Deberían, por el contrario, educarles para que más tarde pudiera producirse un estado mejor.
I. Kant, «Introducción», Pedagogía.

Síntesis: La idea de una educación para la ciudadanía ha puesto de actualidad la reflexión sobre los fines de la educación. Las inercias cotidianas de los sistemas educativos pueden hacer creer que la educación se reduce simplemente a la enseñanza. Sin embargo, educar es más que instruir. Educar es humanizar y, por tanto, la definición de los fines de la educación depende en gran medida de la concepción que se defienda sobre el ser humano. Una educación integral habrá de tener en cuenta de forma equilibrada las distintas dimensiones humanas y los diferentes ámbitos en los que es posible y deseable educar a las personas. Cuatro infinitivos, irreductiblemente humanos, podrían ser útiles para identificar algunas finalidades sustantivas de la acción educativa: conocer, manejar, valorar y participar.

Educar para conocer supone recuperar la relevancia no instrumental del conocimiento como finalidad genuina de la actividad educativa. Educar para manejar implica dar la necesaria centralidad al aprendizaje de la interacción y gobierno de la técnica en el ámbito educativo. Educar para valorar significa reconocer la importancia de lo axiológico en la formación del individuo, favoreciendo el desarrollo del juicio moral y del juicio estético. Educar para participar implica propiciar escenarios en los que sea posible aprender a tomar parte en las decisiones que comporta la vida social.

Conocer, manejar, valorar y participar pueden ser, por tanto, cuatro finalidades relevantes para orientar acciones educativas encaminadas a hacer posible una educación para la ciudadanía en el siglo xxi.

Síntese: A idéia de uma educação para a cidadania pôs de atualidade a reflexão sobre os fins da educação. A inércia cotidiana dos sistemas educativos pode nos levar a pensar que a educação reduz-se simplesmente ao ensino. No entanto, educar é mais do que instruir. Educar é humanizar, e, portanto, a definição dos fins da educação depende em grande medida da concepção que se tenha sobre o ser humano. Uma educação integral terá de levar em consideração, de forma equilibrada, as diferentes dimensões humanas e os diferentes âmbitos nos quais seja possível e desejável educar as pessoas. Quatro infinitivos, irredutivelmente humanos, poderiam ser úteis para identificar algumas finalidades substantivas da ação educativa: conhecer, manejar, valorizar e participar.

Educar para conhecer supõe recuperar a relevância não instrumental do conhecimento como finalidade genuína da atividade educativa. Educar para manejar implica dar a necessária centralidade à aprendizagem da interação e governo da técnica no âmbito educativo. Educar para valorizar significa reconhecer a importância do axiológico na formação do indivíduo, favorecendo o desenvolvimento do juízo moral e do juízo estético. Educar para participar implica propiciar cenários em que seja possível aprender a fazer parte das decisões que comporta a vida social.

Conhecer, manejar, valorizar e participar podem ser, por tanto, quatro finalidades relevantes que orientem ações educativas encaminhadas a tornar possível uma educação para a cidadania no século xxi.

Reference: Revista Iberoamericana de Educación